sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Saudades...

MENOS UM NA VELHA GUARDA


Morreu na madrugada de hoje (11/12/2009) de infarto, o médico, político, presidente de honra do PSB, JAMIL HADDAD.
Deputado Estadual pelo Estado da Guanabara filiou-se ao MDB em 1965 e teve seu mandato cassado e direitos políticos suspensos por 10 anos pela Ditadura Militar. Coerente com sua história fundou o PDT juntamente com Brizola. Foi também Ministro da Saúde no Governo Itamar Franco.
Perdemos um dos melhores exemplos de homem público leal às suas idéias, firme em seus ideais. Saudades...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Escrevo o texto sem saber resultado final do Processo de Eleições Diretas –PED- do PT/RJ. Vi o resultado parcial, com mais de 90% das urnas apuradas e os números eram Luiz Sergio 50,80% Lourival Casula 49,20%. O G1, estipulava uma diferença de 09 votos até as 23 horas de ontem (domingo).
Independentemente do resultado final, podemos especular sobre algumas coisas: O pré-candidato ao Governo do Estado, Lindberg Farias, prefeito de Nova Iguaçu em recente declaração, afirmou que para o Encontro Estadual a ser realizado em fevereiro, contava com a maioria dos delegados eleitos. É de se supor que de fato ele tenha a maioria, mas sem folga e, portanto os destinos do PT/RJ estão indefinidos e devem ser resolvidos aos 45 do segundo tempo. Bom para o atual Governador Sergio Cabral que espera a aliança com o partido e tem até fevereiro do ano que vem para articular-se com o grupo do Luiz Sergio e outros grupos menos importantes o apoio necessário à vitória da tese da aliança no Encontro do PT.
Outros ingredientes que podem definir a posição do PT do Rio em relação às eleições de 2010 são as pesquisas, a definição do candidato nacional do PSDB (Serra ou Aécio), este último podendo levar uma fatia do PMDB numa aliança “branca”, e os candidatos ao governo do RJ e seus respectivos vices. Atualmente no páreo temos Garotinho, Cabral e Gabeira (ainda indefinido). Outros atores como a juíza Denise Frossard, o ex-prefeito César Maia e o prefeito de Duque de Caxias Zito, vão influenciar e muito as futuras pesquisas eleitorais e, por conseguinte a escolha do PT.
O problema é que sem ampla maioria, qualquer posição sai fragilizada e aí os lados podem ganhar e não levar seja através de uma intervenção ou da não participação efetiva de parte da militância na campanha do partido o que não seria bom nem pro PT/RJ e seu candidato ao Senado ou ao Governo como para a candidatura da Dilma a sucessão do Lula.