domingo, 23 de maio de 2010

entrevista via twiteer com Marcos Coimbra do Instituto Vox Populi

domingo, 23 de maio de 2010
Eleição 2010, pesquisas: Noblat entrevista Marcos Coimbra

O Blog do Noblat fez hoje, via Twitter, excelente entrevista com Marcos Coimbra, do Vox Populi. Ela está completa, aqui:

# Boa tarde, Marcos Coimbra. Quem tem mais chances de se eleger presidente da República em outubro próximo?

# RT @Macoimbra: Boa tarde, Noblat. Dilma é favorita, mas favoritismo não basta para ganhar uma eleição.

# Por que você considera Dilma favorita?

# RT @Macoimbra: Ela empatou c/ Serra e tem espaço de crescimento aberto à frente junto ao eleitorado disposto a votar na candidata do Lula.

# Isso é suficiente para que Dilma se eleja? Serra não tem espaço para crescer?

RT @Macoimbra: Serra é conhecido por 80% da população, com menos espaço p/ crescer. Dilma tem crescido tirando intenções de voto dele.

# A essa altura, quantos por cento das intenções de voto de Dilma resultam de transferência feita por Lula?

# RT @Macoimbra: Dilma é a candidata dele, do que ele representa. Nesse sentido, toda a intenção de voto que tem vem de Lula e do governo.

# Dilma corre o risco de o eleitor, a certa altura, concluir que votar nela não significa votar em Lula, não é a mesma coisa?

# RT @Macoimbra: Claro q não é, e o eleitor sabe disso. Quem pensa em votar nela ñ acha q Lula vai mandar, mas q ela preservará o q ele faz.

# Se os votos de Dilma não são dela, mas de Lula e do governo, o candidato poderia ser qualquer outro bom auxiliar de Lula. Ou não?

# RT @Macoimbra: Me parece q sim, mas Lula deve ter tido razões para preferi-la. Seu papel no governo, seu perfil, sua identificação com ele.

# Pelos seus cálculos, quantos por cento a mais de votos Lula ainda poderá repassar para Dilma?

# RT @Macoimbra: Há ainda cerca de 40% do eleitorado q conhece mal ou ñ conhece Dilma. Ela pode crescer mais 20 pontos nesse segmento.

# Fernando Henrique Cardoso tira votos de Serra? Ou freia seu crescimento? Há algum tipo de cálculo a esse respeito?

# RT @Macoimbra: A imagem de FHC é negativa e a maioria das pessoas acha q o governo dele foi muito pior q o de Lula. Isso é ruim para Serra.

# P q Dilma cresceu tanto em maio? Exposição em programas partidários na tv? Companhia de Lula no programa do PT? Ou cresceria de todo jeito?

# RT @Macoimbra: Todas as opções estão corretas. A propaganda do partido ajudou, Lula tb, e ela estava em crescimento, lento, mas firme.

# Em junho, Serra terá muito espaço nos programas de tv de partidos. Automaticamente ele crescerá?

# RT @Macoimbra: Serra é muito conhecido, o q limita essa hipótese. Mas deve melhorar, nem q seja por sustar o crescimento natural de Dilma.

# Lula já foi multado 4 vezes por fazer propaganda de Dilma antes do tempo. Faz + de 1 ano q ele está em campanha por ela. Isso não a ajudou?

# RT @Macoimbra: Mais q ajudou, explica tudo. Ele antecipou a campanha, todo mundo entrou em campo e ele teve tempo p/ apresentar Dilma.

# Todo mundo, não. Serra não entrou. E ninguém dispunha do grau de exposição de Lula e de Dilma.

# RT @Macoimbra: Desde 2009, todos os programas partidários foram eleitorais. Quanto à demora de Serra, a decisão foi dele e só dele.

# Serra tem um "teto" de votos que dificilmente ultrapassará? Qual seria?

# RT @Macoimbra: Serra tem um piso alto e um teto limitado pela eleição onde o eleitor se pronuncia sobre políticas e governos e ñ biografia.

# E o teto de Dilma e de Marina Silva?

# RT @Macoimbra: O teto de Dilma é o desejo de continuidade, q é alto. Marina corre o risco de ficar espremida entre 2 grandes e ñ crescer.

# O que Serra precisaria fazer para driblar esse quadro desfavorável e ganhar? Ou não tem como?
# RT @Macoimbra: Trazer a eleição p/ o campo dele, a comparação de currículos. Torcer p/ q Dilma erre muito. Mas sua posição é desvantajosa.

# Aécio de vice poderia ajudar Serra a se eleger ou não acrescentaria grande coisa?

# RT @Macoimbra: Aécio só é bem conhecido em MG, onde Lula é querido. Serra está bem e é dificil avaliar se um ganho em Minas faria diferença.

# Não dá para avaliar se um ganho em Minas faria diferença para Serra? Ou você prefere não avaliar?

# RT @Macoimbra: Minas é 11% do eleitorado. Aumentar 20 pontos no estado é 2% no total. Pode ser muito pouco no resultado final.

# Últimas perguntas. Por que a História registra erros tão clamorosos cometidos por institutos de pesquisa?

# RT @Macoimbra: Os erros existem e procuramos reduzi-los ao mínimo. Mas os institutos brasileiros estão entre os q mais acertam no mundo.

# É certo que institutos pesquisem ao mesmo tempo para partidos e meios de comunicação?

# RT @Macoimbra: É nossa tradição, mas é natural que seja discutida. Pode ser um dos itens a tratar na reforma política que aguardamos.

# Por fim: Montenegro, presidente do IBOPE, disse à VEJA no ano passado que a eleição de Serra era segura. Era na época ou ele estava errado?

# RT @Macoimbra: Acho que seria melhor perguntar isso a ele.

# Obrigado, Marcos. Obrigado a todos que acompanharam a entrevista nas últimas duas horas.

sexta-feira, 26 de março de 2010

pesquisa VOX POPULI tire as suas conclusões.




Pesquisa quantitativa realizada pelo Instituto Vox Populi no estado do Rio de Janeiro, entre os dias 20 e 22 de março de 2010, com 1.000 entrevistas, margem de erro máxima de 3,1 pontos percentuais.

domingo, 21 de março de 2010

VEJA mais uma vez!

"TESOUREIRO DO PT": MPF-SP DESMENTE FORMALMENTE DENÚNCIA DA VEJA E GRANDE MÍDIA EM GERAL

"MPF desmente revista Veja: tesoureiro do PT sequer é mencionado em processo do doleiro da Veja

O Ministério Público Federal do Estado de São Paulo, emitiu a seguinte nota:

"19/03/10 - Documentação do inquérito do mensalão sobre Funaro não traz informações sobre tesoureiro do PT

O corretor Lúcio Bolonha Funaro responde a ação penal 2008.61.81.007930-6, na 2ª Vara Federal Criminal de São Paulo, especializada em crimes financeiros e lavagem de dinheiro.

A denúncia que gerou a ação penal foi oferecida pelo Ministério Público Federal em São Paulo, em junho de 2008. Lucio Bolonha Funaro e José Carlos Batista respondem pelos crimes de quadrilha e por 33 infrações a artigos da Lei n. 9.613/98 (Lavagem de Dinheiro), em razão de fatos apurados nos autos da ação penal 470 (Mensalão), que tramita no Supremo Tribunal Federal.

Os documentos recebidos da Procuradoria Geral da República, que embasaram a denúncia, oferecida pela procuradora da República Anamara Osório Silva, em São Paulo, demonstram que, através da Garanhuns Empreendimentos, empresa de Funaro e Batista, se garantia a dissimulação da origem e do destino de valores que iam da SMPB ao antigo Partido Liberal. As transferências chegaram ao valor aproximado de R$ 6,5 milhões.

São sobre essas operações de lavagem de dinheiro que trata o processo, que tramita normalmente perante à 2ª Vara Federal. A última movimentação processual constante é de fevereiro de 2010.

O MPF em São Paulo não pode confirmar se o depoimento de Funaro, concedido em Brasília, se deu sob o instituto da "delação premiada". De toda forma, o MPF não revela informações, nem o teor desses depoimentos, em respeito à legislação pertinente.

Entretanto, tanto na documentação remetida pela PGR à São Paulo, que embasou a denúncia, quanto na própria acusação formal remetida à Justiça pelo MPF-SP, em resposta a inúmeros questionamentos da imprensa, é necessário esclarecer, não há nenhuma menção ao ex-presidente da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) João Vaccari Neto, atualmente tesoureiro do Partido dos Trabalhadores.
Assessoria de Comunicação Social

Procuradoria da República no Estado de S. Paulo"

FONTE: publicado hoje (19/03) no blog "Os amigos do Presidente Lula".
Postado por Política às 13:37.

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quinta-feira, 11 de março de 2010

texto de EMIR SADER

Por Emir Sader

A definição do candidato e do seu vice não é o maior dos problemas que enfrenta a oposição no Brasil. Este problema aumenta de dimensão porque a oposição não definiu que plataforma pretende propor. Este elemento de fraqueza responde, em parte, pela queda reiterada do apoio a Serra nas pesquisas e pela subida de Dilma.

A oposição frenética que a caracterizou na crise que logrou gerar no governo de 2005 terminou retornando como um bumerangue contra ela, porque acreditou que aquela era a via para derrotar o governo. A linha era “fazer sangrar o governo, até derrubá-lo”. A discussão então era se tentá-lo via impeachment ou pelas eleições presidenciais de 2006.

A realidade concreta recolocou o problema em outros termos: as políticas sociais do governo garantiram sua legitimidade e deslocaram a oposição que, desnorteada, se dividiu entre seguir adiante com a linha de denuncismo e outra que, assimilando o prestígio do governo, afirma que manterá as políticas econômica e social do governo – alegando que teriam sido formuladas pelo governo FHC. No primeiro caso, se deram conta que não significa ganhar apoio popular – salvo de alguns setores da classe média, que já estão aderidos à oposição, incluídos nos 5% que rejeitam o governo -, no segundo, que representa aceitar elementos essenciais do governo atual, tendo dificuldade para diferenciar-se da candidata que representa centralmente a continuidade do governo atual.

O que têm em comum os tucanos, o Dem, o PPS, as empresas privadas da mídia que fazem oposição cerrada ao governo, é o objetivo de tirar o PT do governo. FHC advertia a Aécio – tentando convencê-lo a jogar-se nessa difícil empreitada – de que correm o risco de ficar fora do governo por 16 anos, caso ganhe Dilma. Há a consciência de que será toda uma geração de políticos agora opositores que desapareciam da cena política – entre eles Serra, FHC, Tasso Jereissati.

O dilema não é fácil. A carta de assumir um projeto neoliberal duro e puro – como fez Alckmin no primeiro turno das eleições de 2006 – é ainda menos popular, com a crise econômica internacional, que ressaltou os riscos desse modelo e reiterou a necessidade de regulação dos mercados e de atuações anticíclicas por parte do Estado. Incorporar os programas do governo Lula é disputar com Dilma numa seara favorável a ela. Como já se disse, a infelicidade de Serra é que, quando o país queria mudar, pelo fracasso do governo FHC, apesar de tentar distanciar-se do governo a que pertenceu o tempo todo, ele representava a continuidade. Agora, que a opinião amplamente majoritária do país quer continuidade, ele teria que representar a mudança. Daí o jogo de palavras de tentar ser “pós-Lula” e não anti-Lula. Mas para que exista um pós, deveria estar esgotado o projeto encarnado pelo governo Lula que, ao que tudo indica, está longe dessa situação.

Tendo nas mãos esse problema, Serra vacila em assumir sua candidatura, a oposição não explicita seu programa, revelando o poder hegemônico conquistado pelo projeto do governo. A capacidade de veto da oposição se esgotou, sem ter conseguido construir um projeto alternativo.

Publicado no Blog do Emir Sader em 11/03/2010

quarta-feira, 3 de março de 2010

bolsa familia

retirado do Blog do Cesar Maia (DEM)

SENADOR TASSO JEREISSATI: ISSO NÃO É FUNÇÃO DA BOLSA FAMÍLIA! E É UM EQUÍVOCO CONCEITUAL!
1. O Bolsa Família é um programa de renda mínima com vinculações a obrigações sociais em relação ao filho estar na escola, ser vacinado, etc. Dirige-se a famílias abaixo da linha de pobreza e em especial a nível de indigência. São famílias, em geral, dirigidas pela mulher, com vários filhos. A vinculação à escola é um elemento que ajuda a reduzir a evasão, permite que dentro da escola, a criança identificada no cadastro tenha uma atenção focalizada da direção da escola e sua professora.

2. Vincular valores de Bolsa Família ao aproveitamento do aluno na escola, suas notas e avaliações, é um grave equívoco conceitual. Essa é tarefa da escola que em programas dos estados e municípios e com apoio federal, podem criar estímulos que reconheçam o desempenho do aluno. Incluir isso no Bolsa Família é confundir assistência social com educação. E ainda criar insegurança em relação ao programa. Não ajuda seu candidato a presidente.

3. (agência Senado - Globo-on, 02) Senado aprova projeto que vincula Bolsa Família ao desempenho escolar do aluno. A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado aprovou nesta terça-feira projeto de lei, apresentado pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que acrescenta ao Bolsa Família um adicional de acordo com o desempenho escolar das crianças. A proposta foi relatada pela senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), que apresentou parecer pela aprovação da matéria.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Serra é contra intervenção federal no DF

GOVERNADOR TUCANO DE SÃO PAULO, JOSÉ SERRA O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse nesta quinta (18) que a situação no Distrito Federal é “bastante delicada”, mas afirmou ser contra a intervenção federal. “Isso [intervenção] tem que ser bem pensado e analisado. Tem que olhar bem o que significa intervenção. A situação é bastante delicada. Intervenção é sempre complicada”, afirmou Serra.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Queria muito passar o Carnaval sem postar nada mas me lembrei de um texto antigo que publiquei no Foco Regional e que se parece com o carnaval do Rio ou melhor com o desfile oficial das Escolas de Samba da cidade maravilhosa. Há algum tempo, o carnaval virou show de transmissão da Globo que, como no futebol, determina os horários, que destaque vai aparecer, que escola vai empolgar mais. Sim é a TV quem nos mostra o público na Sapucaí empolgado ou não com a apresentação de determinada escola e no dia seguinte, através da critica e da cobertura do evento,ensina-nos quem deve vencer o certame. Estranho mas como no texto abaixo, Falta Cultura, às vezes Arte mas principalmente um dia vai faltar sambistas nas Escolas de Samba.

FALTA CULTURA, ARTE E ARGILA.

Numa pequena cidade do interior do Brasil, uma artesã fabrica suas peças em argila, aproveitando o que ao meio ambiente pode oferecer ao sustento seu e de sua família.
Numa manhã de sol enquanto leva seus produtos ao forno rústico no fundo de sua casa de barro aparece uma moça de uniforme, querendo saber como se dá o processo de criação de sua arte. Era a moça do SEBRAE. Enquanto explica como aprendeu o oficio-arte de seus antepassados, (sua bisavó já fazia galinhas d’angola do barro que brota nos arredores) e fala do forno que herdou de sua mãe, famosa artesã daquela localidade, não percebe a cilada que envolve esta visita repentina e o quanto a sua arte e cultura pode estar ameaçada.
Um mês depois, um grupo formado por um gerente de banco, um engenheiro de produção, um advogado, uma equipe de TV daquele programa Pequenas Empresas Grandes Negócios e a moça do SEBRAE voltam àquela comunidade. Oferecem a Cidinha (assim era conhecida), a possibilidade de ampliação do seu “negócio” com treinamento, otimização dos recursos naturais, naquele momento abundantes na região, montagem de uma linha de produção com fornos elétricos com controle de temperatura, tudo financiado pelo banco e registrado pelas câmeras da rede de televisão.
Um ano depois, Maria Aparecida já contava com uma imensa indústria de artefatos de argila, galinhas d’angola saíam dos fornos às milhares, tinha mais de 20 funcionários, todos com registro em carteira, vale transporte, vale refeição, etc; da pequena vila em que morava e de onde tirava seu sustento, nada mais restava a não ser a população pobre, cujo único sonho era trabalhar naquela fábrica. E haja treinamento, otimização de recursos, montagem de linha de produção, financiamentos bancários e matérias para a TV.
Hoje, Maria Aparecida é uma empresária de sucesso. Paga religiosamente os empréstimos que ainda tem de contrair com o banco para ampliar a sua produção. Sua filha mais nova foi para São Paulo, fez faculdade de artes e pós-graduação em design; trabalha em seu escritório no Rio de Janeiro e de lá manda para a mãe os desenhos dos produtos que desenvolve, editou um livro sobre como montar seu próprio negócio e dá palestras em diversas localidades com o tema: como obter sucesso no mundo globalizado. Naquela pequena cidade do interior do Brasil ninguém mais sabe fazer galinhas d’angola sem os moldes, fornos e linha de produção. Sem financiamento do banco então, nem pensar. Parece um final feliz e, seria se não fosse um detalhe: a cultura e a arte de fazer galinhas d’angola de barro, acabou, e a próxima etapa será a total falta de argila.
Abaixo, texto do Dirigente Sindical LIMA (CUT/RJ) de julho de 2007 mas tão atual.

Um dia o Drummond escreveu, numa dos suas crônicas no JB - os mais moços não sabem, mas o JB já foi um jornal respeitado, de circulação nacional, lido, diariamente, por muita gente - que as amendoeiras, por não serem nativas, não lidavam bem com as estações. De alguma forma, a memória atávica da planta havia sido perturbada com a mudança de ambiente e elas simplesmente se comportavam em desalinho com a natureza.

Eu trabalhava, na ocasião, em frente ao Passeio Público, no Rio de Janeiro. Ali havia - não sei se ainda há - muitas amendoeiras. Era fascinante perceber que não existia qualquer compromisso coletivo de parte delas. Umas bem floresciam, outras desfolhavam, umas iam no ápice do verão e outras curtiam o desfolhado do inverno. Na boa, como se fosse assim mesmo, como se não houvesse uma ordem natural.

Nunca deparei melhor explicação que a do poeta. Elas eram, aquelas árvores, seres de outro lugar, completamente inadaptados à natureza local. Só isso. Suas almas eram sintonizadas com outras paragens, com outro ciclo, e elas eram incapazes de perceber o que ia ao redor. Não eram plantas más, rebeldes ou malcriadas. Apenas alienígenas. Fôssemos, então, compreensíveis e tolerantes com o transtorno - se é que o era - que produziam.

Isso tudo resultado de eu me ter posto a pensar sobre porque os Clovis Rossi da vida andam a se comportar da forma que temos assitido. E me parece, refletindo um pouco melhor, que o Clovis Rossi, a Eliane Catanhede, a Míriam Leitão, o Renato Machado, o Jabor, o Augusto Nunes - não, o Augusto Nunes não! -, esses todos, são uma gente cuja alma é alienígena. Cada um deles, como as amendoeiras, tem registros atávicos que os torna incompatíveis com a natureza local. Como as amendoeiras, eles não entendem o que se passa no seu entorno. E como as amendoeiras, não são bons ou ruins, apenas são alienígenas. São, todos, aparentados - talvez por isso tenham, invariavelmente, profissões correlatas - entre sí, descendem de uma grande família de gente que aportou por cá sem querer. Tudo bem branquinho. Tudo europeu, americano-do-norte, marciano, sei lá eu de onde, mas de bem longe. De outro hemisfério. De um lugar cuja natureza não se afina com a daqui. Aí, dá esse furdunço mental nos pobres. É só isso. É o povo amendoeira. Incapaz de perceber oque está acontecendo.

É curioso reparar que alguns nem parecem tão alienígenas, assim. A Miríam Leitão, por exemplo, até se percebe meio miscigenada. Como diria O Príncipe, com um pé na cozinha. Mas a alma é tão branquinha! É vê-la falar e somem as dúvidas: ali está uma legítima, perfeita, completa amendoeira.

O Drummond clamava por tolerância com a incapacidade das amendoeiras. Talvez fizesse o mesmo em relação ao povo amendoeira. Sei não. Ainda que eu seja uma criatura doce e meiga, que eu considere muito a opinião do Drummond, que eu seja capaz de entender que os amendoeira não são do mal - não, ao menos, em essência -, sei não. Acho que não vai dar pé. É que o preço pode ser muito alto. Vai que desanda o projeto dos muitos e que os poucos - e insuportáveis - voltem ao controle geral. Vai que dá tudo pra trás. Sei que eles não fazem por mal, que não tem intenção de sacanear, mas não dá. É muito risco. Aí: não vai dar pé, não! Então, é isso: pau nos amendoeira!

Recusei, aí acima, o Augusto Nunes nos amendoeira. É que esse não é alienígena, não. É, apenas, idiota, Tem a alma degradada pela idiotia e pela subserviência.

Um abraço, Lima.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010


O FATOR CIRO E O FATOR LULA:

A esperada (por ele) subida de Ciro Gomes nas pesquisas neste inicio do ano não aconteceu.
Ao contrário, com a sua candidatura colocada em principio a ao cargo de Presidente da Republica, seus números caíram exatos 5,6%. O PT, os partidos aliados e até o presidente nacional de seu partido o PSB, tentam convencê-lo a disputar o governo de São Paulo (pena que por enquanto não há pesquisas para o governo de lá.
Ao que parece,nas pesquisas para Presidente, DILMA sobe na medida em que Ciro cai, os números são bem parecidos. A candidata de LULA, subiu 6,1% desde novembro segundo pesquisa CNT/SENSUS.
Podemos avaliar, em principio que, para os entrevistados, o melhor seria Ciro seguir o conselho do presidente LULA e se candidatar ao governo de São Paulo.
Assim, para quem acompanha o quadro politico nacional, seria interessante uma pesquisa em São Paulo, com Ciro Gomes na disputa para o governo, para medir a influência do Presidente na escolha eleitoral daquele estado assim como a influência do próprio governador Serra na escolha de seu sucessor.

sábado, 2 de janeiro de 2010

LINDBERG, PT, CONVENÇÃO
O que que eu tenho a ver com isso?


Repercute na imprensa a noticia de que Lindberg Farias, prefeito de Nova Iguaçu teria desistido de sua pré-candidatura ao governo do Rio de Janeiro após uma conversa com o Presidente LULA.
O prefeito teria assegurado a indicação para uma das vagas de candidato ao Senado numa aliança com o PMDB do atual Governador tirando do páreo a Secretária de Estado de Ação Social Benedita da Silva. Não é o que afirma a própria Bené em e-mail endereçado ao Jornalista Gadelha e publicado em seu Blog no ultimo dia do ano. Benedita continua pré candidata ao senado. A noticia caiu como uma bomba nos meios petistas sobretudo pela razão de que o tal “acordo” teria sido costurado pelo Governador através de seu vice Luiz Fernando Pezão.
O problema é que se fizeram o tal acordo, esqueceram de combinar com o restante da direção do PT e principalmente com aqueles que defendem a candidatura de Lindberg ao Governo, quase a metade do partido em terras fluminenses. Mais uma vez, o PT irá à Convenção dividido e dividido também estará nas eleições de 2010. Culpa do Lindberg. Não. Culpa da personificação do Petismo. Quanto mais personalista o PT vai ficando, mais se vai parecendo com os outros partidos.
O alardeado PED (Processo de Eleições Diretas) do PT pode parecer o método mais democrático de escolha dos dirigentes e dos delegados ao Encontro que define as candidaturas mas não é bem assim, vamos aos pontos:
1) Os filiados precisam estar em dia com a sua contribuição financeira para votar e ser votado no PED;
2) Os filiados que têm mandato (deputados e deputadas, vereadores e vereadoras, etc.) são os que possuem maior poder aquisitivo e sendo assim pagam as mensalidades dos petistas que desejam votar nas eleições internas;
3) Os mesmos mandatários fornecem transporte gratuito aos filiados no dia da votação, entre outros “benefícios” como lanches, almoço, cerveja depois pra comemorar, etc;

O PED se transformou em um embate financeiro em que aquele que mais agrega em torno de si os filiados e paga suas despesas vence as eleições.Em algumas localidades não há debates e se houvesse seria perda de tempo uma vez que a militância já estaria “comprometida” com determinada candidatura seja a presidência ou com a chapa de delegados aos Encontros.
A Máxima do PED é a famosa “garrafinha pra encher” em que determinado filiado alcança o posto de dirigente não pelo mérito de ser um bom e fiel militante, de compreender o papel de dirigente, mas apenas pelo fato de ter nos arquivos do partido a responsabilidade sobre a filiação de X filiados e por eles cumprir as obrigações na secretaria de finanças do PT. O resultado deste atual “modo petista de eleger a sua direção” a que chamam de PED é uma direção que não fala, não mobiliza, não tem opinião e não dirige. Deixa a cargo dos parlamentares a atuação política institucional do partido, não se envolve, não promove e nem quer o debate e quando vem a convenção, vota de acordo com a vontade do seu representante no parlamento o que resulta na falta de compromisso com aquilo que defendeu com o seu voto e daí com a candidatura própria ou com a aliança. Não é a toa que as despesas de campanha de vários parlamentares petistas incluem a rubrica “Despesas com Pessoal”. Não há mais militantes sem remuneração o que torna a militância Petista, um ícone do passado, que botava medo em qualquer outro partido, uma boa lembrança da juventude deste blogueiro. Perdoem o desabafo.