sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

ELEIÇÃO PLEBISCITÁRIA


Aécio será candidato ao Senado.
Era tudo que o presidente LULA queria. Com Serra fora do páreo em São Paulo, abre a possibilidade da candidatura de Ciro Gomes a governador, vez que Serra era pule de dez ao governo paulista. Com a candidatura de Serra ao Planalto definida, a eleição torna-se, como queria LULA, plebiscitária, não havendo espaço para as candidaturas menores, como da Senadora Marina.
É curioso observar que no programa eleitoral do PT na televisão, além de apresentar alguns dados comparativos a presença de Lula foi uma constante ao contrário do último programa do PSDB que “escondeu” sua maior estrela - FHC. Esta seria a estratégia do PSDB, visando afastar o plebiscito? A conferir.
Pesquisa CNT/SENSUS divulgada no mês de novembro aponta que 76 % da população acha LULA melhor que FHC. Para completar o desespero do PSDB, somente 3% dos entrevistados votariam unicamente em um candidato indicado por Fernando Henrique enquanto 20,1% votariam seguindo exclusivamente a indicação do Presidente Lula.
Rejeição:
Nada menos que 49,3 % dos entrevistados disseram que nunca votariam em alguém indicado por FHC enquanto apenas 16 % dariam o mesmo tratamento ao candidato de Lula.
Neste contexto, fica mais fácil para Lula e PT convencer Ciro Gomes a se candidatar ao Governo paulista e de quebra, tendo, o PT, um candidato forte em Minas, levaria Aécio a priorizar a eleição naquele estado e se descolar da candidatura Serra, visando sua campanha ao Senado e a eleição de seu sucessor.
As próximas pesquisas devem apontar para esta linha, com crescimento de Dilma Roussef , estabilidade de Serra e Marina e um ligeiro crescimento de Ciro, notadamente no estado de São Paulo. É esperar pra ver.

2 comentários:

  1. Ademir: Muito boa a sua análise do cenário político depois da saída do Aécio da disputa presidencial!Há alguns aspectos também muito importantes que vão pesar na eleição presidencial em 2010: As fraquezas da Dilma como candidata; a dificuldade que tem o Lula de transferir a sua popularidade para os seus candidatos e a gente viu isso no ano passado; e a complicada aliança com o PMDB, que vai cobrar muito caro o seu apoio. Quanto ao FHC, ele não existe mais como um quadro político. Não passa de um quadro na parede e na casa dele! Abraços. Sérgio Boechat

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  2. Companheiro Ademir: reconheço a excelência de sua análise,nela há,além do componente técnico, a paixão pela política. Contudo, as eleições presidenciais são decididas mais à frente. Creio que agora só podemos conjecturar. O que achei ótimo foi a percepção popular dos aspectos nefastos dos governos FHC,algo que desconhecia. Grande abraço, José Olímpio. OBS-ESTUDE CIÊNCIA POLÍTICA,RAPAZ!

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