LINDBERG, PT, CONVENÇÃO
O que que eu tenho a ver com isso?
Repercute na imprensa a noticia de que Lindberg Farias, prefeito de Nova Iguaçu teria desistido de sua pré-candidatura ao governo do Rio de Janeiro após uma conversa com o Presidente LULA.
O prefeito teria assegurado a indicação para uma das vagas de candidato ao Senado numa aliança com o PMDB do atual Governador tirando do páreo a Secretária de Estado de Ação Social Benedita da Silva. Não é o que afirma a própria Bené em e-mail endereçado ao Jornalista Gadelha e publicado em seu Blog no ultimo dia do ano. Benedita continua pré candidata ao senado. A noticia caiu como uma bomba nos meios petistas sobretudo pela razão de que o tal “acordo” teria sido costurado pelo Governador através de seu vice Luiz Fernando Pezão.
O problema é que se fizeram o tal acordo, esqueceram de combinar com o restante da direção do PT e principalmente com aqueles que defendem a candidatura de Lindberg ao Governo, quase a metade do partido em terras fluminenses. Mais uma vez, o PT irá à Convenção dividido e dividido também estará nas eleições de 2010. Culpa do Lindberg. Não. Culpa da personificação do Petismo. Quanto mais personalista o PT vai ficando, mais se vai parecendo com os outros partidos.
O alardeado PED (Processo de Eleições Diretas) do PT pode parecer o método mais democrático de escolha dos dirigentes e dos delegados ao Encontro que define as candidaturas mas não é bem assim, vamos aos pontos:
1) Os filiados precisam estar em dia com a sua contribuição financeira para votar e ser votado no PED;
2) Os filiados que têm mandato (deputados e deputadas, vereadores e vereadoras, etc.) são os que possuem maior poder aquisitivo e sendo assim pagam as mensalidades dos petistas que desejam votar nas eleições internas;
3) Os mesmos mandatários fornecem transporte gratuito aos filiados no dia da votação, entre outros “benefícios” como lanches, almoço, cerveja depois pra comemorar, etc;
O PED se transformou em um embate financeiro em que aquele que mais agrega em torno de si os filiados e paga suas despesas vence as eleições.Em algumas localidades não há debates e se houvesse seria perda de tempo uma vez que a militância já estaria “comprometida” com determinada candidatura seja a presidência ou com a chapa de delegados aos Encontros.
A Máxima do PED é a famosa “garrafinha pra encher” em que determinado filiado alcança o posto de dirigente não pelo mérito de ser um bom e fiel militante, de compreender o papel de dirigente, mas apenas pelo fato de ter nos arquivos do partido a responsabilidade sobre a filiação de X filiados e por eles cumprir as obrigações na secretaria de finanças do PT. O resultado deste atual “modo petista de eleger a sua direção” a que chamam de PED é uma direção que não fala, não mobiliza, não tem opinião e não dirige. Deixa a cargo dos parlamentares a atuação política institucional do partido, não se envolve, não promove e nem quer o debate e quando vem a convenção, vota de acordo com a vontade do seu representante no parlamento o que resulta na falta de compromisso com aquilo que defendeu com o seu voto e daí com a candidatura própria ou com a aliança. Não é a toa que as despesas de campanha de vários parlamentares petistas incluem a rubrica “Despesas com Pessoal”. Não há mais militantes sem remuneração o que torna a militância Petista, um ícone do passado, que botava medo em qualquer outro partido, uma boa lembrança da juventude deste blogueiro. Perdoem o desabafo.
sábado, 2 de janeiro de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Ademir: Concordo com você em gênero, número e grau! Os Partidos estão cada vez mais parecidos e foi uma frustração muito grande para todos nós que achávamos que o PT tinha surgido para ser uma nova alternativa partidária. Hoje tem as mesmas práticas políticas do PSDB, do DEM, do PMDB, do PP, do PR e tantos outros! Abraços. Sérgio Boechat.
ResponderExcluirNo Brasil, desde tempos imemoriais o fisiologismo partidário sempre esteve à frente do ideologismo. O foco é o poder. Remetendo-nos ao período do Segundo Império, teremos: "nada mais conservador que um Liberal no poder". Essa era a definição entre os partidos Conservador e Liberal que se revezavam no poder a fim de garantirem suas fatias imperiais; No período Vargas PSD/PTB são criados para sustentarem a política personalista/populista de Getúlio; Durante o Regime Militar os "milicos" impoem aos brasileiros uma ARENA para acolher seus filhotes e um MDB que mais buscava a tomado do poder destes outros do que promovia a tal democracia e, na sua versão repaginada com acréscimo do P,parece ter sido escolado pelos "Pântanos" (pessoal de Centro)que só se decidiam de acordo com os seus interesses e benefícios na velha França revolucionária; Na década de 80, com a abertura política, a bipolarização partidária parecia ter fim.Entretanto, está mais evidente do que nunca pois, a divisão agora se dá entre partidos "Grandes de situação/oposição" e partidos "Pequenos de situação/oposição". A diferença apenas se dá pelo elevado número de siglas que servem para as "negociatas" partidárias a fim de garantirem os "caciques" sempre mantidos nos cargos políticos e no poder às custas de uma "militância de aluguél". Claro que existem situçãos partidárias atípicas e não estou fazendo um aprofundamento científico sobre o tema e sim baseando em fatos para tratarmos de bipolarização partidária e, nesse caso, o jogo é esse. Abraços.
ResponderExcluirOla PARABENS PELO bLOG GOSTARIA QUE ME SEGUISSE ,SOU DE VR ,ABRAÇOS .JUVENTUDE DO PT!!
ResponderExcluirMeu Blog
ResponderExcluirhttp://jorgeviniciusjuventude.blogspot.com/